Comunhão: O Solo Onde o Amor se Torna Visível

Na Aliança de Misericórdia, comunhão e unidade não são conceitos abstratos nem meras palavras bonitas, são o modo concreto como escolhemos pertencer a Cristo. A comunhão é o chão onde o amor se torna visível, palpável, vivido. Não basta anunciar o Evangelho com palavras: é preciso encarnar esse anúncio nas relações, no cuidado, na escuta e nas decisões tomadas em conjunto.

Comunhão como fundamento da missão

Nos Estatutos da Aliança de Misericórdia, a comunhão aparece como um valor fundamental e indissociável da missão evangelizadora. A missão deve ser vivida em espírito de unidade, como expressão do próprio coração de Deus:

“A comunhão fraterna é a primeira forma de evangelização. A qualidade dos nossos relacionamentos deve ser testemunho vivo do amor de Deus entre nós.”

Por isso, a Aliança valoriza práticas como pregar em dupla, coordenar em três, discernir juntos, como forma de reconhecer a presença de Cristo no meio da comunidade:

“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali Eu estarei.” (Mt 18,20)

Unidade que escuta, partilha, corrige e ama

A espiritualidade da comunhão, tão enfatizada pela Igreja, é vivida intensamente na Aliança. No livro “No Oceano da Misericórdia Infinita”, a comunhão é vista como espaço de santificação recíproca, onde cada irmão contribui com sua história e carisma:

“O nosso ser comunidade é também missão. Somos chamados a ser sacramento da comunhão num mundo fragmentado.”

Viver a comunhão é um ato contínuo de abertura: é ouvir com o coração, corrigir com misericórdia, partilhar com generosidade e amar com constância. É nessa dinâmica que o Espírito Santo atua, unificando os corações e conduzindo ao discernimento comum.

A comunhão como forma de pertencer a Cristo

A vivência da comunhão vai além da convivência: é identidade eclesial. A Aliança entende que pertencer a Cristo é pertencer ao Corpo, e isso se manifesta na forma como nos relacionamos: nas casas, nos núcleos, nas missões, nos conselhos e serviços pastorais.

“A forma como vivemos juntos é também forma de evangelizar. A comunhão é anúncio.”

Por isso, cultivar a comunhão é também cultivar a missão. O mundo precisa ver, nos membros da Aliança, que é possível viver o Evangelho em relações curadas, livres, maduras e solidárias.

 

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