COMUNHÃO E UNIDADE – Comunhão Afetiva com Pe. João Henrique | Aliança de Misericórdia

Durante o ano de 2026, teremos uma formação mensal na Aliança de Misericórdia com um tema e um propósito claro: mergulhar na essência do Evangelho por meio da temática Comunhão e Unidade. Na primeira formação, conduzida por Pe. João Henrique, somos chamados a viver o céu desde já, por meio da comunhão afetiva e da unidade concreta entre irmãos.

Comunhão: nossa identidade trinitária

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26), que é comunhão de Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, a comunhão não é um ideal, mas a nossa natureza mais profunda. Na formação PJH, é enfatizado que a comunhão é o caminho para a santidade e que essa unidade começa na vivência concreta do amor afetivo. Como nos ensina São João: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8).

As dimensões da comunhão

Padre João Henrique nos conduz a cinco vogais da comunhão:

  • Afetiva: expressa em gestos concretos de carinho, atenção, cuidado e acolhida;

  • Intelectual: o diálogo respeitoso e a escuta sincera;

  • Espiritual: oração em unidade e intercessão mútua;

  • Operativa: colaboração prática e serviço fraterno;

  • Unidade: resultado de todas as anteriores, fruto da presença de Jesus entre nós.

Cada uma dessas dimensões é um passo no caminho da comunhão plena, que se inicia com o amor afetivo, como primeiro degrau para alcançar a unidade desejada por Jesus (cf. Jo 17,21).

Amar como Jesus amou: o segredo da comunhão afetiva

O coração da formação é aprender a amar como Jesus amou: primeiro, incondicionalmente, concretamente. Isso se manifesta em gestos simples e diários, como preparar um café com amor, escutar alguém com paciência, cuidar da casa como expressão de ternura. Dom Bosco já dizia: “Não basta amar, é preciso que o outro se sinta amado.”

Padre João Henrique compartilha experiências pessoais de como gestos simples de afeto abriram portas para curas profundas. O amor afetivo cura, acolhe e gera um ambiente de pertença, especialmente para jovens que vêm de histórias de abandono ou carência de afeto.

A comunidade: escola do amor

A comunidade é chamada a ser uma escola do amor, onde se aprende, se recomeça e se ensina a viver como filhos de Deus. Isso inclui gestos visíveis de carinho, como o abraço, a saudação, a escuta atenta, o cuidado com a casa e com a aparência, tudo como expressão de respeito e amor ao outro.

É nesse ambiente que as feridas afetivas são curadas e se constrói uma nova identidade em Cristo. O carisma da Aliança de Misericórdia é profundamente enraizado nesta acolhida afetuosa e evangelizadora.

O amor que dá forma e corrige

O amor afetivo, porém, não é conivente com o erro. Como nos ensina o livro do profeta Oséias e São Paulo em suas cartas, o verdadeiro amor tem também uma dimensão paterna, que educa, corrige e encoraja. Amar também é saber dizer “não”, oferecer limites com sabedoria, para formar personalidades maduras e abertas ao dom da comunhão.

Vivendo a missão com afetividade

A vivência missionária exige que sejamos presença de Cristo e de Maria em todos os ambientes. Isso inclui o cuidado com o vestir, com a linguagem, com os modos, não por rigidez moralista, mas por desejo de manifestar pureza, respeito e amor verdadeiro.

Até o descanso, o lazer e os momentos de mesa são oportunidades de viver a comunhão afetiva. Estar presente de corpo e alma, sem distrações, é uma forma de honrar e amar o irmão.

Assista agora:

 

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