“Não Chameis a Ninguem de Pai”: O Que Jesus Quis Dizer
“Não chameis a ninguém de pai” — essa frase de Jesus é uma das objeções mais citadas contra a prática católica de chamar sacerdotes de “padre”. Vale examinar o contexto completo.
O texto completo, em contexto
“Nem vos chameis mestres; porque um só é o vosso Mestre, o Cristo.” (Mateus 23,9-10)
O mesmo versículo que proíbe chamar alguém de “pai” também proíbe chamar alguém de “mestre” — algo que praticamente ninguém aplica de forma absolutamente literal na vida prática.
Jesus está corrigindo orgulho, não proibindo palavras
“…gostam das saudações nas praças, e de serem chamados… Rabi, Rabi.” (Mateus 23,6-7)
O contexto de Mateus 23 é uma repreensão à busca vaidosa por títulos de honra — não ao uso funcional e respeitoso de palavras como “pai” ou “mestre”.
O próprio Paulo se chama “pai” espiritual
“…eu vos gerei em Jesus Cristo, pelo evangelho.” (1 Coríntios 4,15)
Paulo usa exatamente esse título para descrever seu papel na vida espiritual dos coríntios — reconhecendo uma paternidade espiritual real, sem competir com a paternidade única de Deus.
Quando um católico chama um padre de “padre”, reconhece um papel de paternidade espiritual — não a origem última de sua existência, que pertence só a Deus.
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