Moradores de Rua

Ao tratar-se da população em situação de rua os conceitos e propostas de intervenção idealizadas quando do surgimento da Organização, permanecem inalterados, observando-se as características desse perfil da população cuja constante exposição às mazelas da rua como a violência, o preconceito, a vida no crime, drogas e álcool trouxeram como consequência a muitos deles a perda dos valores pessoais, da autoestima e da capacidade de submissão às normas de convivência coletiva, além da fragilização física, psíquica, moral e espiritual que conduz o indivíduo a um ciclo ininterrupto de autodestruição.

A atuação da Aliança junto a estas pessoas está organizado em quatro fases principais:

  1. Núcleos de Convivência: atendimento às necessidades básicas e primárias das pessoas em situação de rua.
  2. Casa de Triagem: atendimento temporário à população em situação de rua por meio da acolhida motivando-as a ingressarem neste processo de “restauração de vidas”.
  3. Casa de Acolhida: acolhida por um período de um ano, onde acontecerá o caminho de restauração destas pessoas.
  4. Reinserção social: início do caminho de autonomia para reingresso à sociedade.

NÚCLEOS DE CONVIVÊNCIA

Os Núcleos de Convivência denominados “Casa Restaura-me” oferece, às pessoas em situação de rua atendimento às suas necessidades básicas e primárias como alimentação e higiene, mas também atendimento social, jurídico, psicológico e médico, atividades esportivas, culturais, lúdicas e pedagógicas.

Essa variada gama de atendimentos ajuda no incentivo à convivência dessas pessoas na Casa em tempo integral, fortalecendo e concretizando os vínculos de confiança e respeito através da atenção individual, da escuta.

CASAS DE TRIAGEM

O objetivo principal destas é prestar acolhimento temporário à população em situação de rua, risco e vulnerabilidade social e, principalmente, oferecer um atendimento humano, de saúde, social, cultural para aproximar e obter a confiança, motivando-as a ingressarem no processo de “restauração”.

No cotidiano, estas pessoas passam os dias divididos entre formação humana, trabalho e lazer. Terminado esse tempo, geralmente de 30 dias, são direcionados para o próximo passo que é o encaminhamento a uma casa de acolhida da Aliança de Misericórdia ou outra instituição.

CASAS DE ACOLHIDA

Nesses locais o morador em situação de rua permanece por um período de um ano, onde através de atividades de laborterapia, atividades comunitárias e a fé? ocorrerá o afastamento dos males da rua e a restrição do fácil acesso às drogas e ao álcool, não sendo utilizadas para tais fins metodologias como regime de internação e intervenções com medicamentos.

A laborterapia, as atividades comunitárias, atividades físicas e formações são os instrumentos utilizados para a reconstrução da autoestima, dos valores e das vocações pessoais, para a readaptação às normas de convívio coletivo e de mútuo respeito, bem como para recuperação física, psicológica e espiritual.

CASAS DE REINSERÇÃO

Após o tempo necessário para recuperação dos maus hábitos da rua e verdadeira transformação de vida, as pessoas acolhidas recebem apoio para iniciarem uma atividade laborativa, para prover o próprio sustento, e/ou retornar para sua família e sua origem. Passam a morar em uma casa de reinserção alugada pela própria Associação, na qual, após conseguirem um trabalho, auxiliam na economia da casa e continuam sendo acompanhados pelos missionários até possuírem autonomia para a reinserção completa. Caminho final para autonomia plena e retorno à vida em sociedade.

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