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Beatos Adílio Da Ronch e Manuel Gómez González – Santidade Brasileira

Beatos Adílio Da Ronch e Manuel Gómez González – Santidade BrasileiraNo dia 21 de maio a Igreja Católica celebra os Beatos Adílio Da Ronch e Manuel Gómez González, mártires da fé, e que fazem parte dos Amigos de Deus, que viveram a santidade em nossas terras brasileiras. Conheça um pouco da história desses dois beatos:

Beato Adílio da Ronch

Adílio Daronch nasceu em 25 de outubro de 1908, na zona de Cachoeira do Sul (Rio Grande do Sul).

Seus pais, Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham oito filhos. A família se mudou em 1913 para Nonoai.

O menino fazia parte do grupo de adolescentes que acompanhavam o padre Manuel Gómez González em suas viagens pastorais, ajudando-o como coroinha.

Adílio era também aluno da escola fundada pelo sacerdote e foi martirizado junto com o sacerdote.

Beato Manuel Gómez González

Manuel Gómez González nasceu em 29 de maio de 1877, na Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 e começou a exercer seu ministério em sua diocese. Dois anos depois foi para Portugal e, em 1913, chegou no Brasil.

Inicialmente, teve uma breve estadia no Rio de Janeiro e depoi, foi para a diocese de Santa Maria (RS). Foi pároco de Saudade (RS) por um tempo, até que, em dezembro de 1915, assumiu a paróquia de Nonoai (RS).

O Martírio

Um dia, o bispo de Santa Maria, D. Ático Eusébio da Rocha, pediu ao sacerdote espanhol para ir visitar um grupo de colonos teutónicos brasileiros, instalados na floresta de Três Passos.

O Padre Manuel celebrou a Semana Santa na paróquia de Nonoai. Portanto, fez a viagem acompanhado pelo jovem Adílio, ignorando os perigos de uma região envolta em movimentos revolucionários.

Esteve um primeiro tempo em Palmeiras, onde administrou os sacramentos e não deixou de exortar ao dever da paz aos revolucionários locais, pelo menos em nome da fé cristã.

No entanto, os mais extremistas não gostaram da intervenção do religioso, nem de ter dado sepultura com cristã piedade, às vítimas dos bandos locais.

 

Continuaram depois a sua viagem para Braga e em seguida para a Colônia Militar. Ali, em 20 de maio de 1924, o padre Manuel celebrou pela última vez a Santa Missa.

Os fiéis indígenas avisaram o sacerdote do perigo que correria se penetrasse na floresta, mas ele não lhes deu ouvidos, ardendo no desejo de levar-lhes a graça divina.

Chegados a um empório, procurando informações sobre como chegar aos colonos de Três Passos, encontraram militares que gentilmente se ofereceram para os acompanhar.

Tratava-se na verdade de uma emboscada propositadamente organizada. Padre Manuel e o seu fiel ministrante, Adílio, então apenas com dezesseis anos, foram na realidade conduzidos para uma remota zona da floresta onde os esperavam os chefes militares.

Juntos, sobre uma elevação, os dois companheiros de martírio foram amarrados a duas árvores e fuzilados, morrendo assim, por ódio à fé cristã e à Igreja Católica. Era o dia 21 de maio de 1924.

Beatificação

Os Beatos Manuel e Adílio foram beatificados em 21 de outubro de 2007. São padroeiros da Diocese de Frederico Westphalen, onde anualmente acontece a Romaria Penitencial ao Santuário Nossa Senhora da Luz.

Na homilia de Beatificação dos dois beatos, o cardeal Saraiva disse: “É admirável rever nestes acontecimentos a mesma vitalidade, o mesmo vigor, a mesma extraordinária força das ‘Paixões’ dos mártires dos primórdios da era cristã.

Parece revermos o Santo Pontífice Sisto II, na emboscada fatal no cemitério de Calisto, enquanto ensinava a Palavra Divina e dali conduzido ao martírio, sem ser abandonado pela fiel escolta dos seus Diáconos, que quiseram partilhar do seu fim e glória!

Também ao Padre Manuel, poderemos aplicar as palavras que São Cipriano dirigiu a Sisto: “sacerdote bom e pacífico”; também no seu acólito Adílio, poderemos evocar a glória de Tarcísio, mártir da Eucaristia: o primeiro por levá-la aos irmãos, o segundo pelo serviço no ofertá-la à Majestade Divina!

Esta Igreja não esqueceu assim o heroico testemunho do pároco e do acólito, mortos por amor do Evangelho e numerosos devotos apressaram-se a acorrer às suas sepulturas e a invocar a ajuda do Senhor através das suas intercessões.

Hoje a Igreja reconhece a vitória do pároco e do seu acólito, prestando-lhes a homenagem da glória e reconhecendo a sua poderosa intercessão, implora a sua celeste ajuda e olha para o seu exemplo!

Beatos Manuel e Adílio, dai-nos também hoje o vosso socorro, que reconhecemos poderoso, à nossa súplica e oferecei do céu a vossa intercessão junto do trono do Altíssimo: dirija Ele o seu olhar sobre as nossas misérias e sobre as nossas necessidades, sobre os nossos conflitos e sobre os ódios que destroem o coração do homem, que oprimem os fracos e que sufocam a sua graça!”,

Beatos Manuel e Adílio, rogai por nós!

 

Fonte: Vatican

 

Veja também: Santa Paulina – A primeira Santa brasileira

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