São Bento pai da Europa

Texto do venerável Pio XII (1876-1958), papa
Homilia em São Paulo Extra-Muros, 18 de Setembro de 1947

São Bento, pai da Europa

São Bento é o pai da Europa. Quando o Império Romano se afundou, consumido pela vetustez e pelos vícios, e os bárbaros investiram sobre as províncias, este homem a quem já chamaram o último dos grandes romanos (na expressão de Tertuliano), aliando a romanidade ao Evangelho, extraiu destas duas fontes o auxílio e a força que lhe permitiram unir fortemente os povos da Europa sob o estandarte e a autoridade de Cristo. (…) De fato, do mar Báltico ao Mediterrâneo, do oceano Atlântico às planícies da Polônia, legiões de monges beneditinos adoçaram as nações rebeldes e selvagens, por meio da cruz, dos livros e da charrua.

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“Oração e trabalho”: não é certo que esta divisa dos beneditinos contém, na sua majestosa brevidade, a lei principal da humanidade e a sua regra de vida? (…) Orar é um preceito divino; como o é trabalhar: não é certo que temos de cumprir um e outro, para glória de Deus e aperfeiçoamento do nosso espírito e do nosso corpo? (…) Atualmente (na sequência da II Guerra Mundial), a Europa geme sujeita a calamidades e misérias. (…) No meio desta tempestade, que faz cair a Europa no desastre e na infelicidade, não é inoportuno nem inútil recordar que se estabeleceram na Europa, como fundamento de grande solidez, poderosas forças interiores e uma longa excelência de civilização.

Segundo fonte de Evangelho Quotidiano

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