Por Que Confessar os Pecados a um Padre?
“Por que preciso confessar meus pecados a um padre, e não diretamente a Deus?” É uma pergunta justa — e a resposta está numa cena específica, na própria noite da Ressurreição.
A noite da Ressurreição
“Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.” (João 20,22-23)
No momento mais solene da história cristã, Jesus escolhe conferir aos apóstolos um poder real e concreto sobre o perdão dos pecados — não uma instrução genérica de orar em particular.
Um poder que exige que o pecado seja conhecido
Para decidir se perdoa ou retém um pecado específico, é preciso, de alguma forma, saber qual é o pecado — uma das raízes bíblicas mais diretas da confissão em voz alta a um sacerdote.
Tiago recomenda a mesma prática
“Confessai as vossas culpas uns aos outros… para que sareis.” (Tiago 5,16)
A confissão como prática regular da vida cristã já aparece recomendada na carta de Tiago.
O padre age in persona Christi — na pessoa de Cristo. É Deus quem perdoa; o padre é o canal visível e autorizado para isso.
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