Pensar na morte

Na homília da manhã do dia 17 de novembro na Casa Santa Marta, o Papa Francisco levou cada pessoa a pensar na morte; como será quando ela chegar? À luz do evangelho de Lucas 17, 26-37:

“Como sucedeu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem: comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.

Então veio o dilúvio (…) do mesmo modo nos dias de Lot: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam…”

Antes do dilúvio

As pessoas viviam normalmente até o dia que algo mudou bruscamente a rotina da vida. Segue um trecho da homília do Papa:

“A Igreja, que é mãe quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso… e pensamos que será sempre assim.

Mas um dia, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem! ’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

O chamado virá! E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte.

Até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

Pensar na eternidade

E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade.

Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem.

Diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.Segurando Caixão 

Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará.

E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: ‘Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo’.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas.

Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem (…).

Ele foi ao médico que lhe disse: ‘Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim’.

Muito bom aquele médico. Assim também nós, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.

Que possamos, junto com o Papa Francisco, pedir a graça de viver bem cada momento; fazer bem cada coisa que se nos apresenta à frente e assim, nos preparar para a vida eterna.

Segundo fonte de Rádio Vaticano

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