Mês Vocacional recorda a beleza do chamado ao sacerdócio na Aliança
Agosto é o mês em que a Igreja no Brasil volta o olhar para as vocações e recorda que Deus continua chamando homens e mulheres a diferentes formas de entrega. Na Aliança de Misericórdia, falar de vocação sacerdotal é também recordar uma história que começou com dois padres que fizeram de suas próprias vidas uma resposta ao chamado de Deus: Pe. João Henrique e Pe. Antonello.
No início da Aliança, entre o fim de 1999 e o início dos anos 2000, o compromisso desses dois sacerdotes com o Evangelho e com os mais pobres ajudou a dar forma a uma nova realidade na Igreja. Não foi apenas uma obra que nasceu, mas uma vida colocada a serviço de outras vidas.
Desde então, muitos outros sacerdotes encontraram na Aliança de Misericórdia um lugar para viver sua vocação, unidos ao desejo de anunciar o Evangelho e tornar concreta a misericórdia de Deus, especialmente junto aos pobres.
Um chamado que se transforma em entrega
A vocação sacerdotal começa no coração de Deus e pede uma resposta. É um chamado que conduz o homem a entregar a própria vida a Cristo e à Igreja, tornando-se presença, serviço e testemunho.
São João Maria Vianney, patrono dos sacerdotes, resumiu essa missão em uma frase que atravessa gerações: “O sacerdote não é sacerdote para si mesmo; é-o para vós”.
Na Aliança, essa entrega encontra um rosto muito concreto. O sacerdote é chamado a estar onde a misericórdia precisa chegar: no anúncio do Evangelho, na celebração dos sacramentos, no acompanhamento das pessoas, nas comunidades e também junto daqueles que vivem situações de pobreza, abandono e sofrimento.
É uma vocação que pede disponibilidade para sair de si. Porque anunciar a Misericórdia significa permitir que a própria vida se torne instrumento desse amor.
Uma história que continua
O testemunho dos padres João Henrique e Antonello não ficou no início da história. O “sim” dado por eles continua encontrando lugar em outros sacerdotes que, ao longo dos anos, abraçaram o carisma da Aliança de Misericórdia e passaram a viver sua vocação sacerdotal também a partir dessa espiritualidade.
Cada um traz sua história, seus dons e seu caminho com Deus. Mas há algo que os une: o desejo de fazer da vida um dom. Essa presença sacerdotal também recorda uma característica importante da Aliança: o carisma não pertence a uma pessoa ou a uma geração. É um dom recebido da Igreja e colocado a serviço da missão. Por isso, continua sendo acolhido, vivido e transmitido por novos homens e mulheres chamados a fazer parte dessa história.
O chamado ao serviço
Também os diáconos participam dessa missão, sobretudo na vida da Aliança. Chamados a configurar a própria vida a Cristo Servo, colocam-se a serviço da Palavra, da liturgia e da caridade. Sacerdotes e diáconos, cada um segundo sua vocação e seu ministério, testemunham que o chamado de Deus nunca é apenas para si. Ele sempre conduz ao encontro com o outro.
É por isso que o Mês Vocacional não é somente um período para falar sobre vocações. É uma oportunidade para agradecer pelos muitos “sins” que ajudaram a construir a história da Igreja e, de modo especial, a história da Aliança de Misericórdia.
Rezar para que novos “sins” aconteçam
Hoje, quando tantos sacerdotes vivem o carisma da Aliança e a missão da Igreja em diferentes lugares, somos convidados a rezar por esses homens que entregaram e continuam entregando suas vidas ao Evangelho. E também a pedir que o Senhor desperte novas vocações sacerdotais e diaconais, homens dispostos a responder com generosidade ao chamado e a fazer da própria vida um testemunho da Misericórdia.
Porque uma vocação não termina quando alguém diz “sim”. É justamente ali que começa uma história de entrega.
0 Comments