Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais?
Se você já comparou uma Bíblia católica com uma protestante, deve ter notado: a católica tem sete livros a mais no Antigo Testamento. De onde vem essa diferença — e por que ela importa?
A Bíblia que os apóstolos realmente usavam
No tempo de Jesus, os judeus de língua grega usavam a Septuaginta, uma tradução grega do Antigo Testamento que incluía os sete livros hoje chamados de “deuterocanônicos”: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque e os dois livros dos Macabeus. Era essa a versão mais citada pelos primeiros cristãos.
Quando e por que foram removidos
Só no século XVI, durante a Reforma, Martinho Lutero removeu esses livros do cânon protestante, aproximando-se de um cânon judaico mais restrito, consolidado décadas depois de Cristo. Não por acaso, alguns desses livros — como 2 Macabeus 12,43-46, sobre orar pelos mortos — sustentavam diretamente ensinamentos católicos que ele já rejeitava.
O testemunho dos manuscritos mais antigos
Os manuscritos bíblicos cristãos completos mais antigos que existem, o Códice Vaticano e o Códice Sinaítico (ambos do século IV), já incluem esses livros como parte natural do Antigo Testamento — muito antes de qualquer disputa da Reforma.
Vale a pena conhecer esses livros: o Livro de Tobias, por exemplo, é uma bela história de fidelidade familiar e providência de Deus.
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