JMJ 2019

O Papa Francisco deixou uma mensagem para os jovens por ocasião da JMJ no Panamá. O vídeo está em espanhol, mas vale á pena conferir.

”  A Igreja e a sociedade precisam de vocês. Com as suas propostas, com a coragem que têm, com os seus sonhos e ideais, são derrubados os muros do imobilismo e abrem caminhos que nos levam a um mundo melhor, mais justo, menos cruel e mais humano”…“Deus também olha para você e o chama, e quando o faz, está olhando todo o amor que somos capazes de desencadear”.

“Neste caminho a Nossa Mãe, a Virgem Maria nos companha e encoraja com a sua fé, a mesma fé que ela expressa em seu canto de louvor. Maria diz: O Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas’. Ela dá graças a Deus, porque olhou para a sua pequenez e também reconhece as grandes coisas que Ele fez em sua vida”.

“Cultivem uma relação de confidência e amizade com Nossa Senhora. Ela é a nossa Mãe. Falem com Ela como uma Mãe. Agradeçam junto com Ela pelo dom da fé que vocês receberam dos mais velhos, confiando-Lhe toda a sua vida. Como uma boa Mãe os escuta, abraça, caminha com vocês. Garanto-lhes que se fazem isso, não vão se arrepender!”.

O tema de reflexões para este ano é “O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas”. Em 2018 será: “Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus”. A JMJ 2019 será inspirada nas palavras: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”.

Sermos dinâmicos como Maria

“Maria não Se fecha em casa, não Se deixa paralisar pelo medo ou o orgulho. Maria não é daquelas pessoas que, para estar bem, precisam de um bom sofá onde ficar cômodas e seguras. Não é uma jovem-sofá! Vendo que servia com suas mãos à sua prima idosa, Ela não perde tempo e põe-Se imediatamente a caminho”. 

“Quando Deus toca o coração de um jovem, de uma jovem, estes tornam-se capazes de ações verdadeiramente grandiosas. As ‘maravilhas’ que o Todo-poderoso fez na existência de Maria falam-nos também da viagem da nossa vida, que não é um vagar sem sentido, mas uma peregrinação que, não obstante todas as suas incertezas e tribulações, pode encontrar em Deus a sua plenitude”.

A missão de cada um no mundo e na Igreja

Neste sentido, “quando o Senhor nos chama, não Se detém naquilo que somos ou no que fizemos. Pelo contrário, no momento em que nos chama, Ele está a ver tudo aquilo que poderemos fazer, todo o amor que somos capazes de desencadear”.

“Como a jovem Maria, podeis fazer com que a vossa vida se torne instrumento para melhorar o mundo. Jesus chama-vos a deixar a vossa marca na vida, uma marca que determine a história, a vossa história e a história de muitos”.

“Ser jovem não significa estar desconectado do passado. A nossa história pessoal insere-se em uma longa esteira, no caminho comunitário dos séculos que nos precederam. Como Maria, pertencemos a um povo”.

“A verdadeira experiência de Igreja não é como um flashmob em que se marca um encontro, faz-se uma representação e depois cada um continua pelo seu caminho. A Igreja traz consigo uma longa tradição, que se transmite de geração em geração, enriquecendo-se ao mesmo tempo com a experiência de cada indivíduo. Também a vossa história encontra o seu lugar dentro da história da Igreja”.

“Fazer memória do passado é útil também para acolher as intervenções inéditas que Deus quer realizar em nós e através de nós. E ajuda a abrir-nos para sermos escolhidos como seus instrumentos, colaboradores dos seus projetos salvíficos”.

O Papa sublinhou a necessidade de “dar o devido valor à tradição”, embora afirmasse que dar valor à tradição “não significa ser tradicionalistas”.

Francisco ressalta que “saber fazer memória do passado não significa ser nostálgicos ou ficar presos a um período determinado da história, mas saber reconhecer as próprias origens, para voltar sempre ao essencial e lançar-se com fidelidade criativa na construção de tempos novos”.

“Uma sociedade que valoriza apenas o presente, tende também a desvalorizar tudo aquilo que se herda do passado, como, por exemplo, as instituições do matrimónio, da vida consagrada, da missão sacerdotal. Estas acabam por ser vistas como sem sentido, como formas ultrapassadas. Pensa-se viver melhor em situações chamadas ‘abertas’, comportando-se na vida como num reality show, sem propósito nem finalidade. Não vos deixeis enganar!”, exorta o Papa.

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