Em Piracicaba: batismo e a graça de receber uma vida nova

 O último domingo, marcado pela Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, foi também um dia de graça e recomeço para os acolhidos da Casa de Piracicaba. Após meses de caminhada, formação e catecumenato, Luís Fernando e Marcelo receberam o sacramento do Batismo.

Nas Casas de Acolhida, o período de permanência costuma durar cerca de sete a oito meses. Para aqueles que recebem os sacramentos como Batismo, Crisma e Primeira Comunhão, esse momento costuma acontecer já próximo da conclusão do caminho de acolhimento.

Uma experiência pessoal de fé

Luís Fernando cresceu em uma igreja evangélica. Seu pai, já falecido, era pastor e havia fundado uma comunidade religiosa. Desde pequeno, portanto, Luís esteve inserido em uma realidade de fé.

Ao chegar à Casa de Acolhida Cordeiro Imolado, porém, encontrou uma vivência católica que até então lhe era desconhecida. Por meio do catecumenato, das formações e da espiritualidade da Aliança de Misericórdia, começou a fazer uma experiência pessoal de Deus.

Nesse caminho, compreendeu o significado do Batismo e reconheceu a importância daquele sacramento em sua história. Embora tivesse crescido em um ambiente religioso, nunca havia sido batizado. 

Por isso, o Batismo foi um momento muito importante. Para ele, foi uma forma de confirmar a fé que começou a descobrir e viver de maneira mais concreta.

“Eu sinto que sou livre agora”

A história de Marcelo também revela a força de um recomeço. Ele chegou à Casa de Acolhida marcado por dificuldades familiares, financeiras e emocionais, sem ter tido a oportunidade de crescer com uma formação religiosa.

Foi na Casa de Acolhida que começou a conhecer a fé, por meio das formações, da convivência e da espiritualidade. Aos poucos, nasceu nele o desejo de conhecer Deus e se aproximar d’Ele.

Após o Batismo, ao conversar sobre o que havia vivido, Marcelo descreveu a experiência como uma sensação de ser lavado e purificado. Ao compreender que aquele sacramento representava o perdão dos pecados e o início de uma nova vida, emocionou-se profundamente.

Então, disse: “Eu sinto que sou livre agora.”

Aquelas palavras traduziram uma experiência que ultrapassa o momento da celebração: a descoberta da liberdade que nasce em Cristo, da ação do Espírito Santo e da possibilidade de uma nova história.

Um sacramento, um novo começo

Para esses acolhidos, o Batismo não foi apenas mais uma etapa do caminho na Casa de Acolhida. Foi uma experiência concreta de encontro com Deus, perdão, fé e recomeço.

É essa a beleza da missão: quando uma pessoa se abre à graça, Deus pode transformar até as histórias mais marcadas pela dor em testemunhos de esperança.

Porque, para Deus, nenhum passado é maior do que a graça de um novo começo.

 

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