Dom Luciano Mendes de Almeida: Um Bispo para os Pobres e Esquecidos
O Servo de Deus Dom Luciano Mendes de Almeida (1930–2006) foi um dos maiores testemunhos de santidade e compromisso social da Igreja no Brasil no século XX. Bispo incansável, defensor dos pobres e das causas sociais, ele viveu com simplicidade, coragem e misericórdia o Evangelho de Cristo, tornando-se referência de Igreja em saída, profética e próxima dos últimos.
Ordenado bispo em 27 de janeiro de 1973, essa data marca sua consagração episcopal e é um momento oportuno para recordarmos sua vida, missão e legado, especialmente à luz da espiritualidade da Aliança de Misericórdia, que também deseja “levar a misericórdia até os confins da miséria humana”.
Quem foi Dom Luciano Mendes de Almeida?
Nascido em 5 de outubro de 1930, em Rio de Janeiro (RJ), Dom Luciano entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) ainda jovem. Doutor em Filosofia e Teologia, foi reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e, mais tarde, nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo por São Paulo VI.
Em 1988, tornou-se arcebispo de Mariana (MG), onde permaneceu até sua morte em 2006. Além disso, atuou por doze anos como secretário-geral da CNBB, sendo figura central nos debates sobre pobreza, direitos humanos, reforma agrária e justiça social.
Um bispo dos pobres e esquecidos
Dom Luciano não foi apenas um pastor de púlpito. Ele andava entre os pobres, visitava favelas, presídios, abrigos e cortiços. Sua presença era sinal do Cristo Bom Pastor que não abandona nenhuma ovelha, especialmente aquelas feridas pelo pecado, pela exclusão ou pela injustiça.
Denunciava o pecado estrutural com firmeza, mas sempre com doçura e espírito evangélico. Certa vez, afirmou:
“A opção preferencial pelos pobres não é ideologia, é Evangelho puro.”
Dom Luciano enxergava Cristo nos rostos dos marginalizados. Sua espiritualidade unia oração intensa, estudo profundo e ação transformadora. Era um homem de oração silenciosa e também de palavra profética nos palanques da justiça.
Servo de Deus: caminho para os altares
Após sua morte, em 27 de agosto de 2006, iniciou-se o processo de beatificação. Hoje, Dom Luciano é reconhecido oficialmente pela Igreja como Servo de Deus, e muitos já recorrem à sua intercessão pedindo graças e milagres.
Seu testemunho continua inspirando padres, leigos, religiosos e movimentos como a Aliança de Misericórdia, que, como ele, acredita na transformação das periferias pela força do amor e da dignidade cristã.
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