Foto oficial do Papa Pio XII

Pio XII – um papa virtuoso e grande

Na última semana jornais destacaram de maneira tendenciosa que o Vaticano irá abrir os Arquivos Secretos do Vaticano e revelar que o Papa Pio XII auxiliou o regime nazista.

A verdade é bem outra

O Papa Francisco liberou a abertura dos Arquivos Secretos para aqueles que desejarem fazer uma pesquisa sobre o pontificado do Papa Pacelli. Ele foi injustamente criticado sendo chamado até de o “Papa de Hitler”.

No dia 04/03 o Papa comunicou aos superiores, funcionários e colaboradores do Arquivo o desejo de liberar o acesso para daqui um ano, dia 02/03 de 2020.

No site do Arquivo Secreto Vaticano, está descrito que a pesquisa é “gratuita e aberta a estudiosos qualificados, que tenham interesse em realizar investigações científicas. A pessoa que acessar deverá ter o título de Licenciatura (cinco anos) ou de outro diploma universitário equivalente (para os eclesiásticos o diploma ou o doutorado)”.

Depois ela dirigirá o pedido ao prefeito, indicando as razões para a pesquisa e acompanhar o pedido com uma “carta de apresentação de um Instituto de pesquisa histórico-cientifico acreditado ou de uma pessoa qualificada no campo da pesquisa histórica (Professor titular de cátedra universitária)”.

Deve também anexar o certificado do último título acadêmico obtido.

O histórico

Papa Pio XII
Papa Pio XII. O Vaticano salvou 64% dos judeus de Roma.

Os Arquivos a serem disponibilizados serão de 1939 a 1958; o período da II Guerra Mundial. Muita gente tem especulado que isso irá mostrar a face escura deste período, todavia o que irá revelar é a mais pura verdade.

A difamação ao Papa começou 5 anos após sua morte, o político soviético Nikita Kruschev, arquitetou um plano atacar Pio XII.

O intuito era destruir a imagem da Igreja Católica para facilitar a revolução comunista em todo o mundo. A briga vem da época do Pio XI que através da Divinis Redemptoris, encíclica sobre o comunismo, colocou-se explicitamente contra os ideais revolucionários.

Foi então que em 1963 uma peça chamada “O Vigário”, do dramaturgo alemão Rolf Hochhuth, ganhou holofote mundial corroborando a ideia (falsa) de que o Papa teria colaborado com os nazistas.

Mais tarde em 1999 foi lançado um livro com o título “O Papa de Hitler”, de John Cornwell que lançou o argumento de que Pio XII foi omisso.

A verdade era que o Papa era amado pelos judeus, tanto que na época o rabino-chefe de Roma da época, Israel Zolli reconheceu todos os esforços daquele para salvar o maior número de judeus.

Segundo dados do Vaticano, Pio XII ajudou diretamente cerca de 800 mil judeus, acolhendo-os nas residências oficiais da Igreja. Até os aposentos papais se tornaram maternidades.

Há fortes indícios de que ele participou de três planos para derrubar Hitler, o que está descrito no livro “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling. Nele o autor revela:

“Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar o Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”.

Um longo trabalho

Foto oficial do Papa Pio XII
O trabalho é de tirar o véu escuro colocado sobre Pio XII e a Igreja.

Dom Sérgio Pagano, Prefeito do Arquivo Secreto disse que os trabalhos de compilação deste material vem acontecendo desde 2006 enquanto ainda trabalhavam nos arquivos do pontificado de Pio XI.

“Serão abertas – explica o prefeito Pagano – até outubro de 1958 o Arquivo Secreto Vaticano, o Arquivo Histórico da Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, O Arquivo Histórico da Congregação para a Doutrina da Fé, o Arquivo Histórico da Congregação para a Evangelização dos Povos, o Arquivo Histórico da Congregação para as Igrejas Orientais, os Arquivos da Fábrica de São Pedro e, segundo modalidades e formas e diferentes de acesso, também outros Arquivos Históricos de Congregações, de Dicastérios, Escritórios e Tribunais, a critério de seus relativos superiores”.

“Sobre esse triste, ou melhor terrível cenário – conclui o prefeito do Arquivo Secreto Vaticano – seja antes da última guerra, seja durante seu trágico desenvolvimento, seja depois dela, se destaca com conotações próprias a grande figura de Pio XII, muito superficialmente julgada e criticada por alguns aspectos do seu pontificado.

Agora, graças também à recente abertura desejada com confiança pelo Papa Francisco, creio que a sua figura possa encontrar entre os historiadores quem a saiba investigar, sem preconceitos, e com a ajuda dos novos documentos, toda a sua real abrangência e riqueza”.

Com informações de:

 Vatican News

ACI Digital

Livro: “Desinformação – Ex-chefe de espionagem revela estratégias secretas para solapar a liberdade, atacar a religião e promover o terrorismo, VIDE Editorial

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