Dicas para reconhecer quando uma criança é vítima de abuso

Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 70% das vítimas de estupro são menores de idade.

Menina loira chorando
Observe a criança se ela apresenta mudanças bruscas de comportamento.

Conscientização e prevenção

O Disque 100 (Disque Direitos Humanos) registrou de 2012 a 2015 120 mil casos de abuso de menores – espantosos três ataques por hora em todo país.

A violência sexual infantil é caracterizada quando um menor é usado como objeto de prazer de um adulto, seja por força ou coerção. É crime envolvê-los em atos impróprios à sua idade. No Brasil a pena varia de 8 (oito) à 12 (doze) anos de reclusão para quem cometer atos libidinosos com menores de 14 anos.

Se faz necessário uma conscientização de pais e responsáveis e um trabalho de punição efetiva aos criminosos. Ainda mais, é importante direcionar as crianças a ficarem atentas a reconhecer quando alguém não é confiável.Pode interessar: Adolescentes sofrem com o vício da pornografia, indica estudo

Projeto Defenda-se

O Colégio Marista criou uma campanha chamada “Defenda-se”, com uma série de vídeos que chamou muito a atenção em 2018. Na peça, produzida pela agência SPIRIT Animation, os personagens (crianças) conversam sobre a prevenção do abuso sexual.

O filme é bonito com uma animação cativante e linguagem simples e clara, assim que os pequenos dificultem a ação do abusador. Ele mostra que a criança pode recusar toques e carinhos indesejados, feitos em segredo ou que causem sentimentos como culpa, medo, vergonha e dor.

E ressaltamos que isso não pode acontecer mesmo quando forem pessoas próximas, seja da família nuclear, extensa e conhecidos, ou de pessoas que não conheçam“, diz Vinícios Gallon diretor do Grupo Marista.

Como identificar se uma criança está sendo abusada

O primeiro sinal: mudança brusca de comportamento e hábitos

Se começar por exemplo a ter medos descontrolados (escuro, lugar fechado, etc) e mudanças visíveis de humor, como o extrovertido que se torna introvertido, o calmo que passa a ser agressivo, fique atento.

A criança pode apresentar este comportamento, muitas vezes, na frente do abusador ou quando é obrigada a ir ao local onde o abuso acontece, por exemplo, uma atividade extracurricular, visitar um parente, um vizinho e até mesmo relutar em voltar para a casa depois da aula.

Ela pode apresentar uma mudança nos hábitos alimentares (comer pouco ou muito), não tomar banho ou usar roupas desleixadas, além de ter o sono perturbado por pesadelos constantes.

A proximidade excessiva

Quando um adulto demonstra um interesse fora do normal por uma criança. A maior parte dos abusadores não são desconhecidos, mas vizinhos e parentes. Não deixe a criança sozinha e desconfie quando ela sair com algum tio ou primo por horas.

O abusador manipula a vítima para que não diga nada a ninguém e guarde segredos. Por vezes o menor nem entende que está sendo vítima de abuso, todavia começa a sentir culpa que anos mais tarde, em idade adulta, pode explodir em autoflagelação e suicídio.

Regressão

crianca-chorando-canto da sala
Proteja a criança de adultos que tem apego excessivo.

A criança abusada pode apresentar comportamentos infantis que já tenha porventura abandonado. Fazer xixi na cama, chupar o dedo e chorar sem motivo aparente.

Outros indicadores como isolamento dos coleguinhas, desconfiança, falta de contato físico, devem ser levados em conta.

Segredos e presentes

O abusador para manter o silêncio da vítima pode fazer ameaças à sua integridade física ou à de pessoas que a criança estima. Outra maneira de “seduzir” é oferecendo presentes, dinheiro e doces. Incentive a sua criança a não ter segredos com nenhum adulto, mesmo que seja da família.

Questões de sexualidade

As crianças vítimas podem expressar o abuso de várias formas; desde um simples desenho com representação dos genitais, passando por brincadeiras de cunho sexual e até reproduzir o comportamento do abusador com outras crianças. Referir-se aos genitais de maneira diferente ao aprendido deve ser investigado.

Questões físicas

Fique atento se a criança apresenta marcas, dores e inchaço na região genital.

Quais passos dar

Primeiramente procure ajuda especializada como o Sistema de Garantia de Direitos, por meio do Conselho Tutelar, o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) ou Vara da Infância e da Juventude.

Com informações de:
BBC Brasil
Sempre Família

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