Jesus precisava ser batizado?

O trecho do Evangelho de Mateus 3, 13-17 onde São João Batista apresenta o batismo de arrependimento mostra algo inusitado para o profeta e para nós: Jesus, o Cordeiro de Deus, entra na fila dos pecadores para ser batizado. Mas, Jesus precisava ser batizado?

Na Bíblia existem trechos que deixam claro que João havia batizado com a água, como um sinal de contrição e arrependimento “Aplainai os caminhos do Senhor” (Lc 3, 3-6).

O gesto de Jesus é muito significativo, pois está intimamente ligado à sua missão e ao modo de ser. Jesus é o Emanuel (Deus conosco), que veio para ser próximo do homem, ser solidário.

Deus amou tanto a humanidade que ele mesmo quis ser um de nós. A este movimento de abaixamento os teólogos chamam de kenósis. Alguns trechos da homilia do Papa Bento XVI do dia 13 de janeiro de 2013 por ocasião da Festa do Batismo do Senhor explica bem este abaixamento de Jesus:

“(O Batismo) indica o caminho de abaixamento e de humildade, que o Filho de Deus escolheu livremente para aderir ao desígnio do Pai, para ser obediente à Sua vontade de amor ao homem em tudo, até ao sacrifício na cruz”.

Ele não tem necessidade de arrependimento, pois, é sem pecado, mas Jesus quis se unir a todos os pecadores que pedem a Deus a graça da conversão de coração. Sabe o irmão mais velho que se coloca ao lado do mais novo para defendê-lo? Ele sabe o que sofremos.

“Jesus mostra-se solidário conosco, com a nossa dificuldade de nos convertermos, de abandonarmos os nossos egoísmos, de nos separarmos dos nossos pecados, para nos dizer que se O aceitarmos na nossa vida, Ele é capaz de nos elevar e de nos conduzir à altura de Deus Pai”.

É só desta maneira sofrendo, padecendo conosco, que Ele pode curar as nossas feridas, tocar o mais profundo da nossa alma, pois esta dor também é dele. Maravilhoso pensar nisto!

O Sacramento

O batismo de Jesus também preanuncia a manifestação da Sua glória: a Cruz, quando o Filho do homem é elevado. Carregou sobre si nossas dores, manifestou seu poder, derrotou o pecado e o maligno, por isso, hoje podemos ter uma vida nova.

Hoje o nosso Batismo tem força e a nossa carne é tocada pela graça de Deus:

“No Batismo acontece precisamente isto: serão unidos (os fiéis) de modo profundo e para sempre com Jesus, imersos no mistério desta sua força, deste seu poder, ou seja, no mistério da sua morte, que é fonte de vida, para participar na sua ressurreição, para renascer para uma vida nova”.

À partir do Batismo o cristão é chamado a seguir os passos de Cristo em cada momento de sua vida; já não veem Deus como o castigador, mas como o “Abá”, que o acompanhará em cada momento decisivo, ajudando com a graça santificante do Espírito Santo.

“O Céu abriu-se também sobre os batizados, e Deus diz: estes são os meus filhos, filhos do meu agrado. Inseridos nesta relação e livres do pecado original, eles passam a ser membros vivos do único corpo que é a Igreja e tornam-se capazes de viver em plenitude a sua vocação à santidade, de modo a poder herdar a vida eterna, que nos foi alcançada pela ressurreição de Jesus”.

Um companheiro para a vida é o nosso Deus. Para que a graça recebida no Batismo, devemos cultivar esta amizade com Jesus, pois, Ele é real, está vivo. Não devemos abandonar este amigo sob pena de perder o sentido da nossa existência.

“Esta alegria, que guia o caminho de cada cristão, fundamenta-se numa relação pessoal com Jesus, uma relação que orienta toda a existência humana. Com efeito, é Ele que confere sentido à nossa vida, Aquele em que vale a pena manter fixo o nosso olhar, para sermos iluminados pela sua Verdade e para podermos viver em plenitude…nada existe de maior do que conhecer Cristo e comunicar aos outros a amizade com Ele; somente nesta amizade se descerram realmente as grandes potencialidades da condição humana e podemos experimentar o que é belo, o que liberta”.

Celebrando a Festa do Batismo do Senhor possamos renovar as promessas feitas, talvez pelos nossos pais, no dia do nosso batismo, e peçamos a graça de uma fé viva, uma caridade ardente e uma esperança invencível, para sermos verdadeiramente filhos do Pai do Céu.

Segundo fonte de Vatican.va

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