A sexualidade humana segundo o Criador

Entender a sexualidade e afetividade humana sob o olhar do Criador é crucial para definir a posição do cristão com relação a este assunto que se tornou tão polêmico.

Vale esclarecer que sexualidade, não é só o aspecto erótico e genital, mas, o modo de ser homem e mulher.

Como os católicos devem se posicionar e o que defender?

Diante de ideologias e teorias atuais, propomos a resposta que Cristo deu aos fariseus. Ninguém melhor do que o nosso Criador para explicar quem somos.

No começo

Quando Jesus foi questionado sobre matrimônio e divórcio, a resposta Dele foi clara. “No começo, não foi assim”. E como era no começo? Vamos explicar o sentido desta frase para entender um pouco o nosso presente.

Vamos ler a passagem do Evangelho de São Mateus 19, 1-9:

“Após esses discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para a Judéia, além do Jordão. Uma grande multidão o seguiu e ele curou seus doentes. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. 

Disseram-lhe eles: Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la? Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério.” 

O que Jesus propõe aos fariseus é que tirem os olhos das regras que eles mesmos criaram, para não obedecerem a Deus, e voltem o olhar para o propósito inicial da criação do homem lá no começo do mundo.

No trecho da criação (Gn 1, 1-31), Deus cria o mundo do nada e depois todos os seres a partir da matéria que está ali. Mas, quando ele cria o homem e a mulher, volta-se para si mesmo e diz: “Façamos o homem à nossa imagem como nossa semelhança”.

Criado para amar

Há grande dignidade neste dado. O corpo humano é reflexo do que Deus é, e isto quem afirma é o Papa João Paulo II durante os ciclos de catequeses intitulado de Teologia do Corpo.

Numa das catequeses ele afirmou que o corpo humano “é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino”; ele “foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus e assim ser sinal dele”.

É assim que o cristão deve enxergar a sua sexualidade, como expressão de algo sagrado. Por isso, tudo o que nos desvia daquele “começo”, descaracterizando o plano inicial de Deus, profana o Templo o Espírito.

O fato da sociedade civil banir o pensamento religioso não deve ser o fator determinante para que os católicos concordem com certas ideologias que modificam, ou destroem pontos basilares da nossa fé.

O homem, o corpo humano e tudo o que ele expressa, é sagrado na sua essência. O problema é a corrupção do coração, causada pelo pecado que, deturpou a visão e modificou as relações.

Hoje como a sexualidade humana foi “rebaixada” ao culto idolátrico, dá-se demasiada importância ao aspecto sexual: qualquer obra cinematográfica deve conter uma relação sexual, as músicas do momento (funk) em sua maioria descrevem a atração e o ato sexual como o centro do mundo.

O corpo não é um instrumento, mas, um dom; é a maneira com a qual eu me dou e me expresso ao mundo. De modo algum ele deve ser manipulado, agredido, usado, transformado em objeto, ou no sentido da vida.

Infelizmente, defender tais pontos da nossa doutrina é um incômodo para algumas pessoas estão na posição de formadores de opinião e pensam de maneira contrária.

Estamos dispostos a defender isto? Sobre este aspecto devemos estar preparados para sermos tachados de retrógrados, opressores, medievais, ridicularizados e até chamados de criminosos.

Os cristãos primitivos, quando não adoravam o Imperador, eram martirizados, por que conosco deve ser diferente? Estamos preparados para ser sinal de contradição.

Faça o exercício de consagrar o seu corpo ao Espírito Santo. Glorifica a Deus com Deus teu corpo e cada expressão dele.

Na sua oração pessoal, peça para que Deus toque cada parte dele, purificando, curando, tornando-te sinal do Céu no meio do mundo.

Segundo Fontes de Padre Paulo Ricardo e Teologia do Corpo.org

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